(11) 91173-5055 Av. Jandira, 257 - cj. 131 - CEP 04080-917 Pediatra e Neonatologista | CRM: 150.905 | RQE: 97868-1
Logomarca

Dicas de prevenção de doenças comuns na infância

Postado em: 08/11/2024

Dicas de prevenção de doenças comuns na infância
Dicas de prevenção de doenças comuns na infância 2

Otites, dor de garganta e infecções são comuns na infância, uma fase em que o sistema imunológico ainda está em desenvolvimento. Durante esse período, o organismo da criança pode reagir a fatores como pólen e certos alimentos, desencadeando alergias respiratórias ou de pele.

Para ajudar seu filho a passar por essa fase com mais tranquilidade, algumas medidas simples fazem a diferença. A amamentação, por exemplo, fortalece o sistema imune do bebê, e a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o aleitamento exclusivo até os 6 meses e complementar até os 2 anos.

A introdução alimentar é outro ponto importante: a partir do segundo semestre de vida, incluir frutas, verduras, carnes e leguminosas é essencial para um crescimento saudável.

Além disso, ensinar a criança a lavar bem as mãos ao chegar da rua, após brincar, usar o banheiro e antes das refeições ajuda a prevenir o contato com vírus e bactérias.

Mesmo com esses cuidados, algumas doenças comuns podem surgir, especialmente quando a criança começa a frequentar a escola. A seguir, vou abordar as condições frequentes na infância e como preveni-las. Acompanhe!

Alergias

Cerca de 3% das crianças apresentam algum tipo de alergia, segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). As alergias alimentares costumam ser causadas por proteínas, conservantes ou corantes, resultando em sintomas como dores abdominais, vômitos, erupções na pele e, em casos mais graves, dificuldades respiratórias.

Os alimentos mais comuns incluem leite de vaca, clara de ovo, soja, trigo e frutos do mar. A alergia ao leite de vaca é a mais frequente e pode provocar até presença de sangue nas fezes. O tratamento envolve a retirada do alimento da dieta e, em casos de amamentação, a mãe também deve evitá-lo.

Alergias respiratórias, como rinite (coriza, espirros e congestão nasal) ou asma (chiado no peito e tosse), têm como gatilhos ácaros, pólen, poeira e pelos de animais. Para evitar crises, mantenha o ambiente limpo e arejado, evitando objetos que acumulem poeira, como bichos de pelúcia.

Infecção no ouvido

A otite média ocorre quando há acúmulo de secreção no canal auditivo, normalmente devido a gripes, resfriados ou entrada de leite ao amamentar o bebê na horizontal, o que facilita a proliferação de bactérias. Esse problema é comum até os 5 anos e, em algumas situações, pode exigir antibióticos.

Nos bebês, sinais como choro intenso e febre merecem atenção. A otite externa, mais leve, surge por excesso de umidade; para preveni-la, seque bem os ouvidos após o contato com água, evitando cotonetes, que empurram a cera para o tímpano e reduzem a proteção natural do ouvido.

Infecção na garganta

Infecções na faringe e nas amígdalas, com sintomas como falta de apetite e febre alta, podem ser virais ou bacterianas. O tipo viral, comum até os 2 anos, é transmitido pelo contato com saliva e outras secreções, podendo ocorrer até três vezes ao ano. O tratamento visa alívio dos sintomas, como dor de garganta, até que a infecção passe.

Já as infecções bacterianas, mais frequentes entre 3 e 6 anos, podem exigir antibióticos e demandam uso adequado para evitar resistência. Casos recorrentes podem levar à necessidade de retirada das amígdalas.

Contaminações

Vírus, bactérias ou parasitas presentes na água ou alimentos contaminados podem provocar vômitos, gases, diarreia e dores abdominais. A diarreia, embora comum, é uma das principais causas de morte infantil no Brasil devido à desnutrição e desidratação em casos graves.

O tratamento inclui hidratação com soro caseiro (3,5 g de sal e 20 g de açúcar em 1 litro de água) e alimentos leves, como legumes e frutas. O leite materno também auxilia na recuperação.

Catapora, caxumba e outras doenças virais

Transmitidas pela saliva, doenças como catapora, caxumba, rubéola e sarampo têm duração de 5 a 14 dias. A vacina tetra viral, aplicada aos 15 meses, previne essas doenças. Em casos de sintomas como febre, manchas e prostração, procure o pediatra e limite o contato com outras crianças para evitar transmissão.

A hidratação e o repouso são essenciais. Mulheres que pretendem engravidar devem fazer exame para detectar se são imunes à rubéola. Se não, precisam tomar a vacina contra a doença, pois ela pode afetar o bebê nos primeiros meses de gestação.

Refluxo

O refluxo, comum no primeiro ano, acontece pelo retorno do alimento do estômago ao esôfago devido à imaturidade do sistema digestivo.

Com a introdução de alimentos sólidos, o quadro tende a melhorar. Amamentar em posição vertical e deixar o bebê arrotar por 20 minutos após a alimentação ajuda a aliviar o desconforto. Casos graves podem precisar de medicação. Saiba mais no site!

Gripe e resfriado

Apesar de semelhantes, gripe e resfriado são causados por vírus diferentes. O resfriado é mais leve, gerando coriza e irritação; a gripe inclui febre e dores musculares. Manter a hidratação com água e sucos ajuda na recuperação.

A SBP recomenda a vacinação contra a gripe a partir dos 6 meses. A bronquiolite, uma infecção viral dos bronquíolos comum em crianças pequenas, pode exigir internação em quadros graves. Evite levar bebês a locais com aglomeração e, para prematuros, o uso de palivizumabe ajuda a prevenir infecções pelo vírus sincicial respiratório (VSR).

Entre em contato comigo e agende uma consulta. Descubra como proteger seu filho das doenças mais comuns da infância, garantindo um crescimento saudável!

Dra. Renata Padilla
Pediatra
CRM-SP: 150.905
RQE: 97.868-1

Leia também:


O que você achou disso?

Clique nas estrelas

Média da classificação 0 / 5. Número de votos: 0

Nenhum voto até agora! Seja o primeiro a avaliar este post.